Num tempo em que as formas esguias e os músculos esculpidos constituem um avassalador padrão de beleza, o excesso de peso e a obesidade transformaram-se na grande epidemia do planeta. Nos Estados Unidos, nada menos de 97 milhões de pessoas (35% da população) estão acima do peso normal. E, destas, 39 milhões (14% da população) pertencem à categoria dos obesos. O problema de forma alguma se restringe aos países ricos.
Com todas as suas carências, o Brasil vai pelo mesmo caminho: 40% da população (mais de 65 milhões de pessoas) estão com excesso de peso e 10% dos adultos (cerca de 10 milhões) são obesos. A tendência é mais acentuada entre as mulheres (12% a 13%) do que entre os homens (7% a 8%). E, por incrível que pareça, cresce mais rapidamente nos segmentos de menor poder econômico.
O inimigo, desta vez, consiste num modelo de comportamento que pode ser resumido em três palavras: sedentarismo, comilança e stress. Estamos vivendo a era da globalização de um modo de vida baseado na inatividade corporal frente às telas da TV e do computador, no consumo de alimentos industrializados, cada vez mais gordurosos e açucarados, e num altíssimo grau de tensão psicológica.
O que fazer?
Segure a compulsão:
• Faça um diário alimentar e anote tudo o que você come.
• Obedeça rigorosamente ao horário das refeições, comendo com intervalos de 3 a 4 horas.
• Jamais pule refeições.
• Quando, fora dos horários, surgir a vontade de comer, busque uma alternativa (caminhada, exercícios físicos etc.) que reduza a ansiedade.
• Antes de cada refeição, planeje o que você vai comer e prepare cuidadosamente a mesa e o prato.
• Preste a máxima atenção ao ato de comer. Não coma enquanto lê ou assiste à televisão.
• Mastigue bem e descanse o garfo entre cada bocada. Isso ajuda a controlar a ansiedade. Mas é eficiente também porque existem dois mecanismos que promovem a saciedade. Um, de natureza mecânica, atua rapidamente, com o preenchimento do estômago. O outro, mais lento, depende da troca de neurotransmissores no cérebro. Comendo devagar, a pessoa dá tempo para que esse segundo mecanismo funcione.
• Jamais faça compras em supermercados de estômago vazio, para não encher o carrinho com guloseimas.
• Não estoque comidas tentadoras (doces, sorvetes, salgadinhos) em casa. Tenha sempre à mão opções saudáveis.
• Não vá a festas de estômago vazio. Se, chegando lá, você não resistir à tentação de comer alguma coisa, escolha aquilo de que mais gosta e dispense o resto.
• Além da fórmula "atividade física + reeducação alimentar + psicoterapia”, há uma vasta gama de tratamentos auxiliares, que vão desde a acupuntura até a cirurgia.
• A acupuntura entra em cena porque o acúmulo de gorduras ocorre em determinadas partes do corpo onde existe uma queda do metabolismo muscular.
• A cirurgia que não se confunde com a mera lipoaspiração e destina-se a reduzir o volume do estômago - pode ser uma alternativa nos casos de obesidade mórbida, quando o excesso de gordura coloca em sério risco a saúde da pessoa.
• O estômago é inervado pelo nervo vago, que o conecta ao hipotálamo. Quando a pessoa fica com o estômago dilatado de tanto comer e o hipotálamo ainda produz uma sensação de fome, mesmo estando perfeitamente alimentada, a pessoa continua comendo, até que o estômago se encha mais. O resultado é uma dilatação ainda maior. Em tais casos, esse órgão, que foi drasticamente alterado pelo hábito alimentar, talvez precise ser cirurgicamente refeito. Com o estômago diminuído, o indivíduo passa a se satisfazer com menos comida e conseqüentemente emagrece.
Fonte: www.afh.bio.br
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